Devemos usar o Hífen se o segundo elemento começar por H ou por vogal igual à vogal final do prefixo ou pseudoprefixo.
Não se usa hífen após os seguintes prefixos:
- Aero
- Agro
- Anfi
- Audio
- Bi(s)
- Bio
- Cardio
- Centro
- De(s)
- Eletro
- Estereo
- Foto
- Hidro
- Macro
- Maxi
- Mega
- Micro (obs: micro-onda, micro-ônibus -segunda palavra iniciada por vogal igual)
- Mini
- Mono
- Morfo
- Moto
- Multi
- Neuro
- Oni
- Orto
- Para (no sentido de próximo)
- Pluri
- Penta
- Pneumo
- Poli
- Psico
- Quadri
- Radio
- Re
- Reto
- Sacro
- Sócio
- Tele
- Termo
- Tetra
- Tri
- Uni
- Zoo
Prefixos sempre seguidos de hífen:
- Além
- Aquém
- Bem ( exceções: bendizer, benquisto)
- Ex
- Grã
- Grão
- Pós
- Pré
- Pró
- Recém
- Sem
- Sota/Sota
- Vice/Vizo
Prefixo -Co: não será mais usado hífen, mesmo com palavras iniciadas com -H ou vogal igual.
- Hífen também é utilizado para separar sílabas.
- Pronomes enclíticos e mesoclíticos
exemplos: Encontrei-o; Recebê-lo; Reunimo-nos; Encontraram-no; Dar-lhe; Torna-se-á; Realizar-se-ia.
- Antes dos sufixos -(Gu) Açú, Mirim, Mor:
exemplos: campim-açu, araça-guaçu, araça-mirim, guarda-mor.
- Em compostos em que o primeiro elemento é forma apocopada ou verbal:
- Em nomes próprios compostos
- Em nomes gentílicos
- Em compostos em que o primeiro elemento é numeral
- Em compostos homogêneos : dois adj/ dois verbos
exemplos: técnico-científico ; Luso-brasileiro ; azul-claro; corre-corre,
- Em compostos de dois substantivos em que um deles faz o papel de adjetivo.
- Em compostos em que os elementos formam uma nova unidade semântica.
- Palavras iniciadas por -Mal:
Devem utilizar hífen quando a palavra seguinte começar por -H ou por vogais. (mal-educado)
Não deve utilizar hífen com a palavra seguinte começar com -C (exemplo: malcriada)
Não deve utilizar hífen quando a palavra for um advérbio acompanhada do verbo ( ela foi mal criada pela avó).
Uma boa maneira de treinar:
Jogo do hífen: http://arquivinho.com/jogo-do-hifen-nova-ortografia/
16.9.12
28.6.12
A HISTÓRIA DAS DUAS PULGAS
Duas pulgas estavam conversando, e então uma comentou com a outra:
- Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só sabemos saltar. Daí nossa chance de sobrevivência quando somos percebidas pelo cachorro é zero. É por isso que existem muito mais moscas do que pulgas.
E elas contrataram uma mosca como consultora, entraram num programa de reengenharia de vôo e saíram voando.
Passado algum tempo, a primeira pulga falou para a outra:
- Quer saber? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do cachorro e nosso tempo de reação é bem menor do que a velocidade da coçada dele. Temos de aprender a fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam vôo rapidamente.
E elas contrataram o serviço de consultoria de uma abelha, que lhes ensinou a técnica do chega-suga-voa. Funcionou, mas não resolveu. A primeira pulga explicou por quê:
- Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar muito tempo sugando. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando direito. Temos de aprender como os pernilongos fazem para se alimentar com aquela rapidez.
E um pernilongo lhes prestou uma consultoria para incrementar o tamanho do abdômen. Resolvido, mas por poucos minutos. Como tinham ficado maiores, a aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram espantadas antes mesmo de pousar. Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha:
- Ué, vocês estão enormes! Fizeram plástica?
- Não, reengenharia. Agora somos pulgas adaptadas aos desafios do século 21. Voamos, picamos e podemos armazenar mais alimento.
- E por que é que estão com cara de famintas?
- Isso é temporário. Já estamos fazendo consultoria com um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar. E você?
- Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sadia.
Era verdade. A pulguinha estava viçosa e bem alimentada. Mas as pulgonas não quiseram dar a pata a torcer:
- Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em uma reengenharia?
- Quem disse que não? Contratei uma lesma como consultora.
- Hã? O que as lesmas têm a ver com pulgas?
- Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês duas. Mas, em vez de dizer para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse a situação e me sugerisse a melhor solução. E ela passou três dias ali, quietinha, só observando o cachorro e então ela me deu o diagnóstico.
- E o que a lesma sugeriu fazer??
"Não mude nada. Apenas sente na nuca do cachorro. É o único lugar que a pata dele não alcança"
Você não precisa de uma reengenharia radical para ser mais eficiente... Muitas vezes a GRANDE MUDANÇA é uma simples questão de REPOSICIONAMENTO.
Max Gehringer
Li em: Motiva Ação
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